LIFE
Cada vez que caminho, mais perto da reflexão e monólogo interno estou. Cada vez que paro, mais perto dos barulhos e estilhaços interno estou. Cada vez que penso em decidir entre caminhar e parar mais perto do choque térmico entre a insanidade estou.
Cada vez, cada caminhar, cara parar, cada experiência, cada movimentar, cada congelar diz muito sobre essa coisa que as vezes parece ser Aurora, às vezes parece ser ausência de luz.
Em tudo, na ida, no ficar, no refletir haveremos de encontrar uma manifestação de sentido.
Ó Deus, ó ciência... ó universo, ó pedras e ó aquilo que nos possa ouvir. São tantos escritos, tantos ditos, tantos mitos, tantas formas de dizer como caminhar, como parar ou não parar, tudo nas letrinhas escritas na folha miúda fica tão harmônico.
Mas em certos estilhaços, e certas torturas, em certos mares vermelhos ei de ter que me virar. Afinal como diria o grande filósofo contemporâneo Clóvis de Barros em sua percepção pessimista sobre os gurus: Não existem 7 passos para a melhor maneira de se caminhar.
A não ser que você seja o próprio autor, ainda que erre a rota e te custe a própria existência, está aí a fórmula: um monte de nada indo a lugar nenhum, e se vire para chegar lá, ou ficar aí, tu és o autor do nada todo. Só tu és o autor.
Tiago Szymel
10/10/2018 20:45
Every time I walk, closer to the reflection and internal monologue I am. Every time I stop, closer to the inner noises and shrapnel I am. Each time I think about deciding between walking and stopping closer to the thermal shock between insanity I am.
Each time, every walk, face stop, every experience, every move, every freeze says a lot about this thing that sometimes seems to be Aurora, sometimes it seems to be absence of light.
In everything, in going, in staying, in reflecting we will have to find a manifestation of meaning.
O God, O science ... O universe, O stones, and that which can hear us. There are so many writings, so many sayings, so many myths, as many ways to say as walking, like stopping or not stopping, everything in the little letters written on the small sheet is so harmonious.
But in certain shards, and certain tortures, in certain red seas and I must have to turn around. After all, as the great contemporary philosopher Clovis de Barros would say in his pessimistic perception of the gurus: There are no 7 steps to the best way to walk.
Unless you are the author himself, even if he misses the route and costs you his very existence, there is the formula: a lot of nothing going nowhere, and if you turn to get there, or stay there, you are the author of the whole thing. Only you are the author.
Tiago Szymel
10/10/2018 20:45
