Solidão



Um dia somos 1 espermatozoide em meio a 200 milhões e inacreditavelmente, por uma  questão biológica, conseguimos fecundar o óvulo da nossa mãe.

Ao longo dos 9 meses de gestação a vida vai tomando forma, aquilo que hoje chamamos de amor no meu entendimento se inicia ali no útero. Quando de repente, somos expulsos, apesar de não haver uma outra forma da vida continuar, essa forma gera um trauma inconsciente. 

Vivíamos em plena felicidade e agora a vida do lado de fora demanda adaptações. Toda vez que ficamos tristes em profundidade, é comum que queiramos ficar no escuro e às vezes em posição fetal, olha aí nosso inconsciente dizendo o nosso desejo profundo de novo... 

Tenho um pensamento sobre isso: Nascemos sozinhos, morreremos sozinhos.  E nesse intervalo no qual a vida acontece, em alguns momentos estamos acompanhados, seja com familiares, colegas de trabalho, eventualmente amigos, desconhecidos, e às vezes encontramos na jornada o amor da nossa vida, ali nos encontramos.

Pelo menos essa é a sensação sentida. Mas em grande parte do tempo, estamos fadados a solidão. Ainda que estejamos com 1 milhão de pessoas em volta na multidão, estamos sozinhos. 

Essa solitude nos faz pensar que a vida com afeto cause melhores sensações. Porém não podemos ditar as regras do jogo. Cada um nos ama da sua maneira, com o que pode e com o que tem. Uns mais outros menos, outros no rejeitam, outros são indiferente e assim somos com os outros também, queremos está presentes na vida de alguns, distante de outros e a vida acaba sendo essa dinâmica de que alguém sempre se sente só. 

O amor próprio entra aí, entra no aprender a brincar sozinho, em respirar fundo e inspirar mais profundo ainda. 

Pode ser doloroso, pode machucar a alma a solidão após rompimentos dramáticos, entendo isso e não questiono, afinal o hábito de acordar ao lado da felicidade todos os dias e de repente acordar e a felicidade não está mais ali, pode ser um pesadelo. 

Fora os traumas das pessoas que morrem e o pesadelo do rompimento com o amor da sua vida, a vida pode ser boa.

Tiago Szymel 01/11/2018 11:11 hs


One day we are 1 sperm in the middle of 200 million and incredibly, because of a biological issue, we have been able to fecundate our mother's egg.
Throughout the 9 months of gestation life is taking shape, what we now call love in my understanding begins there in the womb. When suddenly, we are expelled, although there is no other way of life to continue, this form generates an unconscious trauma.

We lived in full happiness and now life on the outside demands adaptations. Whenever we become sad in depth, it is common for us to stay in the dark and sometimes in a fetal position, look at our unconscious saying our deep desire again ...

I have a thought about this: We are born alone, we die alone. And in this interval in which life happens, at times we are accompanied, be it with family, co-workers, eventually friends, strangers, and sometimes we find in the journey the love of our life, we find ourselves there.

At least that's the feeling felt. But for the most part, we are bound to be alone. Even though we have 1 million people around in the crowd, we are alone.

This solitude makes us think that life with affection causes better sensations. But we can not dictate the rules of the game. Each one loves us in his own way, with what he can and with what he has. Some others less, others do not reject, others are indifferent and so we are with others too, we want are present in the lives of some, away from others and life ends up being this dynamic that someone always feels alone.

Self-love enters there, enters into learning to play alone, to breathe deeply and to inspire deeper still.

It can be painful, it can hurt the soul to loneliness after dramatic breaks, I understand this and do not question, after all the habit of waking up next to happiness every day and suddenly wake up and happiness is no longer there, it can be a nightmare.

Apart from the traumas of people dying and the nightmare of the breakup with the love of your life, life can be good.

Tiago Szymel 01/11/2018 11:11 a.m.