Barco na Beira do rio. ☕️

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Barco na Beira do rio.

Éramos animais, como qualquer outro animal vivo na natureza. Buscando apenas a existência através da sobrevivência, tudo meio com base nos instintos, desde da alimentação, ao repouso até o sexo e a reprodução. Então de alguma maneira ( existem teorias diversas), mas vou chamar de “alguma maneira”... começamos a evoluir no processo de pensar, a coisa tomou tanta proporção que percebemos que conseguíamos modificar a nossa natureza. Passamos a usar nossa consciência crítica, analítica como um motor para sermos qualquer coisa que nossa imaginação fosse capaz de visualizar. Cada serhumaninho durante a sua existência produziu o que chamo de barco na beira do rio. É bem simples o conceito, você nasce, cresce, e percebe o mundo a sua volta, diante disso você avança o máximo que pode, seja com um feito prático ou teórico, quando você morre seu conhecimento se transforma em um barco na beira do rio, quem vem depois aproveita isso para avançar mais um bocado e o ciclo continua.
Acontece que milhares de anos depois, não sabemos mais o que de fato é real. É como se nada de fato fosse real, partindo do princípio de que tudo foi criado por alguém em algum momento da história ( certas criações foram incríveis e nos mantém vivos até hoje, outras depois de alguns séculos nem tão incríveis assim). Tudo bem que existem os instintos humanos, a biologia e o próprio inconsciente indecifrável, mas ainda assim toda realidade é uma fantasia que escolhemos tornar realidade para que a existência do homem tenha algum sentido mais lógico. Exemplo : você come carne de cachorro? Pode ser que sim, pode ser que não. Depende de onde você viveu e o que aprendeu. Outro exemplo: você concorda com aquilo que aconteceu no 11 de Setembro ? Provavelmente não, mas para quem realizou “ na cabeça” era algo normal. Eis uma pequena reflexão: Quanto de você é seu e o quanto de você é uma repetição?
O quanto somos realmente livres para pensar no mundo, na existência e na nossa vida. Sei que não é lá uma tarefa simples, é bem mais fácil se abraçar com o barquinho que alguém já construiu e abandonou na beira do rio. Afinal, já está pronto.
A questão final é o começo de tudo. O barquinho que eu escolhi pegar na beira do rio me faz pensar que temos duas opções. A primeira seria escolher símbolos/ arquétipos de pensamentos e comportamentos que nos identificamos de alguma maneira e fazer desses o nosso caminho de vida. A segunda opção é olhar com olhar de quem não está disposto a aceitar tudo mastigado e deseja questionar. Não pense que esse segundo caminho é tão interessante, quase sempre você estará numa jornada solitária quando se tratar de pensar por lados distorcidos dos padrões gerais, mas na primeira escolha é um grande saco ser escravo sem saber que é escravizado. Moral da história: O olhar para a civilização como um grande avanço evolucionista e entender que não é possível fazer com que 200 milhões ou 7 bilhões entrem em uma forma de pensamento coletivo ou analítico, é o que é, as coisas são como são, parece redundante mas cada um enxerga o que consegue vê.
Tiago Szymel
06 de dezembro 2018
Inglês

Boat on the river.
We were animals, like any other living animal in nature. Seeking only existence through survival, everything based on the instincts, from food, to rest to sex and reproduction. So somehow (there are several theories), but I will call it "somehow" ... we began to evolve in the process of thinking, it took so much proportion that we realized that we could change our nature. We began to use our critical, analytical consciousness as a motor to be anything our imagination could visualize. Every human being during his lifetime has produced what I call a river-side boat. It is very simple concept, you are born, grows, and perceive the world around you, in front of it you advance as much as you can, either with a practical or theoretical fact, when you die your knowledge turns into a boat by the river , whoever comes after takes advantage of this to advance a bit more and the cycle continues.

It turns out that thousands of years later, we no longer know what is in fact real. It is as if nothing really is real, assuming that everything was created by someone at some point in history (certain creations were incredible and keep us alive to this day, others after a few centuries or even so incredible). It is well that there are human instincts, biology, and the indecipherable unconscious itself, but yet every reality is a fantasy that we choose to make so that man's existence has some more logical meaning. Example: Do you eat dog meat? Maybe yes, maybe not. It depends on where you lived and what you learned. Another example: do you agree with what happened on September 11? Probably not, but for those who performed "in the head" was normal. Here is a small reflection: How much of you are yours and how much of you is a repetition?

How much we are really free to think about the world, the existence and our life. I know that it is not a simple task, it is much easier to hug with the little boat that someone has already built and left by the river. After all, it's ready.

The final question is the beginning of everything. The little boat I chose to pick up at the river's edge makes me think we have two options. The first would be to choose symbols / archetypes of thoughts and behaviors that we identify in some way and make these our way of life. The second option is to look with a look of who is not willing to accept everything chewed and want to question. Do not think that this second path is so interesting, you will almost always be on a lonely journey when it comes to thinking about distorted sides of general patterns, but in the first choice it is a great slave to be a slave without knowing that you are enslaved. Moral of history: The look at civilization as a major evolutionary advance and understand that it is not possible to make 200 million or 7 billion enter into a form of collective or analytical thinking, it is what it is, things are as they are, it seems redundant but everyone sees what they can see.

Tiago Szymel

December 6, 2018

Barco en la Beira del río.



Éramos animales, como cualquier otro animal vivo en la naturaleza. Buscando sólo la existencia a través de la supervivencia, todo medio con base en los instintos, desde la alimentación, al reposo hasta el sexo y la reproducción. Entonces de alguna manera (hay teorías diversas), pero voy a llamar "alguna manera" ... empezamos a evolucionar en el proceso de pensar, la cosa tomó tanta proporción que percibimos que conseguíamos modificar nuestra naturaleza. Pasamos a usar nuestra conciencia crítica, analítica como un motor para ser cualquier cosa que nuestra imaginación fuera capaz de visualizar. Cada ser humano durante su existencia produjo lo que llamo barco a la orilla del río. Es muy simple el concepto, nacer, crece, y percibe el mundo a su alrededor, delante de usted usted avanza lo máximo que puede, sea con un hecho práctico o teórico, cuando usted muere su conocimiento se transforma en un barco a la orilla del río , quien viene después aprovecha eso para avanzar un poco más y el ciclo continúa.

Sucede que miles de años después, ya no sabemos lo que realmente es real. Es como si nada de hecho fuera real, partiendo del principio de que todo fue creado por alguien en algún momento de la historia (ciertas creaciones fueron increíbles y nos mantiene vivos hasta hoy, otras después de algunos siglos ni tan increíbles así). Todo bien que existen los instintos humanos, la biología y el propio inconsciente indecible, pero aún así toda realidad es una fantasía que elegimos hacer realidad para que la existencia del hombre tenga algún sentido más lógico. Ejemplo: usted come la carne de perro? Puede ser que sí, puede ser que no. Depende de donde usted vivió y lo que aprendió. Otro ejemplo: ¿estás de acuerdo con lo que sucedió el 11 de septiembre? Probablemente no, pero para quien realizó "en la cabeza" era algo normal. He aquí una pequeña reflexión: ¿Cuánto de ti es tuyo y cuánto de ti es una repetición?

En cuanto somos realmente libres para pensar en el mundo, en la existencia y en nuestra vida. Sé que no es una tarea sencilla, es mucho más fácil abrazarse con el barquito que alguien ha construido y abandonado a la orilla del río. Después de todo, ya está listo.

La cuestión final es el comienzo de todo. El barquinho que elegí tomar a la orilla del río me hace pensar que tenemos dos opciones. La primera sería elegir símbolos / arquetipos de pensamientos y comportamientos que nos identificamos de alguna manera y hacer de ellos nuestro camino de vida. La segunda opción es mirar con mirada de quien no está dispuesto a aceptar todo masticado y desea cuestionar. No pienses que ese segundo camino es tan interesante, casi siempre estarás en una jornada solitaria cuando se trate de pensar por lados distorsionados de los patrones generales, pero en la primera elección es una gran bolsa ser esclavo sin saber que es esclavizado. Moral de la historia: La mirada a la civilización como un gran avance evolucionista y entender que no es posible hacer que 200 millones o 7 mil millones entren en una forma de pensamiento colectivo o analítico, es lo que es, las cosas son como son, parece redundante pero cada uno ve lo que puede ver.

Tiago Szymel


06 de diciembre de 2018